terça-feira, março 26, 2013
sábado, março 23, 2013
segunda-feira, outubro 11, 2010
Barcos de Lua
Barcos de Lua
Barcos de Lua fazem-se ao mar
De sonhos
Desfraldados ao vento
Abrem na bruma rasgada
Caminhos
Na esteira do Sol
Rumo ao cais dos sentimentos
De sonhos
Desfraldados ao vento
Abrem na bruma rasgada
Caminhos
Na esteira do Sol
Rumo ao cais dos sentimentos
quinta-feira, novembro 12, 2009
Mãos que tocam


Mãos que te tocam
Mãos que me tocam
Mãos que se tocam
As minhas mãos
As tuas mãos
As nossas mãos
Juntas
As mãos
Percorrem suavemente
Os rios
Linhas de água
Que os dedos descobrem
Na sensualidade
Dos corpos
Nus
Dos amantes
As mãos tocam
As minhas mãos…
As tuas mãos
As nossas mãos….
Desbravam
Calmamente
Os corpos
Criam tempestades
E arrepios de pele
As tuas mãos
As minhas mãos
As nossas mãos
Tocam
As melodias dos corpos
Nus …
O maltês
segunda-feira, julho 20, 2009
O Acordar das Papoilas
domingo, junho 14, 2009
A flor do sonho
segunda-feira, maio 18, 2009
Este é o tempo de lutar

Este é o tempo de acordar
É o tempo de dizer não
É o tempo de dizer basta!
É o tempo de existir, de estar, de ser
É o tempo de estar presente
Este é o tempo de acabar com os Homens esquecidos
É o tempo de acabar com os Homens abandonados
Este é o tempo de lutar
É o tempo de cortar amarras e algemas
Este é o tempo de acreditar, é o tempo de querer
Este é o tempo de abrir as asas e voar
Este é o tempo em que a besta se revela e os abutres de bico aguçado
Se aliam às feras de garras aguçadas
Para comer a carne dos Homens e lhes sugar o sangue de que se alimentam
Sim é possivel tranformar o tempo é possivel criar o tempo dos Homens
O maltês
terça-feira, maio 05, 2009
Paridos e criados ao deus dará

" Ninguém o ensinara, posto no mundo, não por amor ou por vontade, tinha que nascer simplesmente, ao pai ensinaram-lhe apenas a ter mulher para as lides da casa, à mãe ensinaram -na a ter homem que assegurasse o sustento e filhos para o inverno da vida, alguém que olhasse por ela.
Nasceu, sem medo da liberdade, o céu, era o horizonte mais próximo, como companhia as tertúlias do vento nos longos dias que se colavam às noites.
Hoje, respira o sopro silencioso dos pensamentos, distingue ao longe nos montes altaneiros, todos os pássaros e espera calmamente pelo dia em que terá que abandonar o seu refúgio, o seu território de intimidade."
Os gatafunhos são da XICA
Obrigado amiga, a esta escrita chamo olhares de gostar e de sentir, olhares de ver, estar e ser.
fica aqui um beijinho para a Xica.
quarta-feira, março 11, 2009
sábado, novembro 22, 2008
A Luz que resta

A luz que resta é o tempo do silêncio que amordaça os olhos dos Homens, onde as cores se perdem nos ciprestes e no uivo do vento sombrio e frio.
É a hora de estilhaçar o vidro que nos oprime a voz, é a hora de estilhaçar os dias e a fria mármore.
É este silêncio que nos cega e rasga a fogo.
Calem-se! Calem a fome e a morte!
Calem o silêncio.
terça-feira, novembro 11, 2008
Do pó e do nada que somos

Do pó e do nada
que somos
renasce o verde
a esperança
Renascemos diariamente
do pó e do nada que somos
daquilo que o vento varre
daquilo que o vento junta
somos folha somos arvore
estátua fria e inerte
somos verde somos Sol
natureza viva paixão
somos artista e arte
nascidos do muito e do nada
criadores de telas de poemas
de melodias e sonhos
Somos seres perfeitamente
imperfeitos
somos...
amantes amor carinho amigos
dedicação
somos tudo e nada
o que o vento varre o que o vento junta
somos tudo o que a chuva humedece
e o calor faz germinar
Somos sentimento e carne
fusão desejo e ternura
corpos suados pela madrugada...
domingo, outubro 28, 2007
Cântico à terra arada
quarta-feira, junho 07, 2006
sexta-feira, dezembro 02, 2005
O silêncio dos sonhos
Em silêncio solto sonhos
lá fora a chuva cai
devagar
soltam-se lágrimas de saudade
guardadas entre as páginas
deste livro que folheio
calmamente
no mais profundo de mim
essência de pétalas e de mar
perfumes guardados no tempo
dos meus dias
recordo afectos partilhados
caminhos percorridos lado a lado
como girassóis floridos
em tempo de Primavera
hei-de amar-te a vida toda
lá fora a chuva cai
devagar
soltam-se lágrimas de saudade
guardadas entre as páginas
deste livro que folheio
calmamente
no mais profundo de mim
essência de pétalas e de mar
perfumes guardados no tempo
dos meus dias
recordo afectos partilhados
caminhos percorridos lado a lado
como girassóis floridos
em tempo de Primavera
hei-de amar-te a vida toda
terça-feira, outubro 25, 2005
Renascer
Com a chuva
volta o cheiro da terra
molhada
o verde das searas
e os campos floridos.
Tu plantarás sonhos
em todas as Primaveras...
volta o cheiro da terra
molhada
o verde das searas
e os campos floridos.
Tu plantarás sonhos
em todas as Primaveras...
sábado, agosto 27, 2005
Cais de Chegada
Um dia partirei cavalgando tempos
sem fim...
Navegarei nos sete mares
Contarei sete Sóis e sete Luas
Cortarei sete vagas e sete noites...
Guiar-me-ei por estrelas e constelações
Ficarão para trás alguns cais de chegada...
e de partida... onde atraquei.
Descobrirei novos caminhos, e novos portos...
Com a Alva vem a madrugada, colorida pelo Sol,
pincelada de azul... e de sonhos...
Aguarela dum tempo sem fim...
Onde descubro um porto de abrigo.
Cais de chegada.
sem fim...
Navegarei nos sete mares
Contarei sete Sóis e sete Luas
Cortarei sete vagas e sete noites...
Guiar-me-ei por estrelas e constelações
Ficarão para trás alguns cais de chegada...
e de partida... onde atraquei.
Descobrirei novos caminhos, e novos portos...
Com a Alva vem a madrugada, colorida pelo Sol,
pincelada de azul... e de sonhos...
Aguarela dum tempo sem fim...
Onde descubro um porto de abrigo.
Cais de chegada.
terça-feira, agosto 09, 2005
Quando os teus olhos me sorriem...
No rio
dos teus olhos
corre um mar
Onde guardas
os sonhos,
as flores de girassol
e as rosas... vermelhas
dos teus olhos
corre um mar
Onde guardas
os sonhos,
as flores de girassol
e as rosas... vermelhas
quarta-feira, março 23, 2005
Liberdade
Que se quebrem as algemas
e se soltem os poemas
dos teus lábios
brotam flores ou beijos
ou sonhos.
Que se vá o sal dos olhos
dos amantes e renasça
a esperança dos dias tranquilos
e manhãs claras
onde fumegantes águas
calmas deslizam em silêncio.
Hoje não me apetece acordar
neste leito vazio habitado de saudade
serei água e caminharei ao teu encontro
Liberdade.
e se soltem os poemas
dos teus lábios
brotam flores ou beijos
ou sonhos.
Que se vá o sal dos olhos
dos amantes e renasça
a esperança dos dias tranquilos
e manhãs claras
onde fumegantes águas
calmas deslizam em silêncio.
Hoje não me apetece acordar
neste leito vazio habitado de saudade
serei água e caminharei ao teu encontro
Liberdade.
domingo, dezembro 26, 2004
Sonhos na Madrugada
Chovem sonhos na madrugada
O Sol desperta o silêncio
Lentamente
Bandos de aves soltam as asas
Entornando cantes sobre a aurora
Suavemente
Correm rios num leito fumegante
Malmequeres desabrocham pétalas
Enternecidas
Papoilas lançam sorrisos
Aos viajantes do tempo
Apaixonados
Corações palpitam a hora
A que as fontes soltam seus fios de água
O Sol desperta o silêncio
Lentamente
Bandos de aves soltam as asas
Entornando cantes sobre a aurora
Suavemente
Correm rios num leito fumegante
Malmequeres desabrocham pétalas
Enternecidas
Papoilas lançam sorrisos
Aos viajantes do tempo
Apaixonados
Corações palpitam a hora
A que as fontes soltam seus fios de água
segunda-feira, novembro 29, 2004
Dedilho-te
Dedilho letras e palavras
Mares, marés e sóis...
O cante das aves e das cigarras...
Dedilho rios e sonhos
Estrelas, luas e pequeninas nuvens...
Afectos e pétalas...
O teu sorriso e o brilho dos teus olhos
São como as papoilas
Flores bonitas que salpicam as searas
Campos de carinho que cultivas
Onde me sinto água fresca e límpida
Que tranquilamente corre para o mar
Onde tu és estuário
Eu serei rio
Onde as águas calmas se encontram
E os rios sabem a mar
Dedilho letras e palavras
Mares, marés e sóis...
Dedilho-te
Como se o teu corpo fosse uma guitarra...
E dele se soltassem gemidos...
Trinados em Sol...
Sustenido
Mares, marés e sóis...
O cante das aves e das cigarras...
Dedilho rios e sonhos
Estrelas, luas e pequeninas nuvens...
Afectos e pétalas...
O teu sorriso e o brilho dos teus olhos
São como as papoilas
Flores bonitas que salpicam as searas
Campos de carinho que cultivas
Onde me sinto água fresca e límpida
Que tranquilamente corre para o mar
Onde tu és estuário
Eu serei rio
Onde as águas calmas se encontram
E os rios sabem a mar
Dedilho letras e palavras
Mares, marés e sóis...
Dedilho-te
Como se o teu corpo fosse uma guitarra...
E dele se soltassem gemidos...
Trinados em Sol...
Sustenido
domingo, novembro 21, 2004
Reflexão ou introspeção
Um dia o Sol nasceu na minha janela, não pediu licença, nem fez uso daqueles proformes protocolares habituais, chegou e entrou, a verdade é que a sala da minha janela se tornou mais quente.
Foi então que percebi que havia um outro mundo, com muito mais cores do que julgava até então, percebi que afinal todos temos uma parte física, mundana, terrena e uma outra parte, bem importante que vive dentro de nós, mas que geralmente fica nas profundezas do nosso ser e que distraídos nem damos por ela, essa é a nossa ala da espiritualidade, aquela que os poetas chamam alma, a parte mais bonita de nós. È nesse cantinho que guardamos as pessoas bonitas, é aí que residem os afectos, é aí que sentimos aquele toquezinho especial que nos diz que amamos esta ou aquela pessoa, que amamos esta ou aquela de uma forma especial, digamos que é nessa sala onde o Sol entra sem pedir licença, que vivem os sonhos, a saudade, o amor, o carinho, a vontade de abraçar, a vontade de beijar, a vontade de fazer amor, que não tem nada que ver com fornicar, é aí que sentimos que nos deliciamos com um texto de prosa bonita, com um poema, com um livro, com um filme, com uma música, com uma foto, com uma pintura, é nessa sala que vivem as sensações e as emoções, este é o jardim do nosso corpo.
Na verdade não abrimos as portas do jardim a quem queremos, não somos nós que temos a chave, as portas abrem-se ou fecham-se por elas próprias, são elas que sentem que se devem abrir os que se devem fechar e por isso não mostramos a todas ou a qualquer pessoa o nosso jardim. Não se passeia lá quem quer ou queremos, passeia-se lá quem tem o dom de se entender com as portas e mesmo com as manhas da fechadura.
Levamos por vezes muitos anos a descobrir esta parte de nós, alguns possivelmente nunca a descobrem, são os mais frios, os mais tristes, aqueles que resumem tudo a números, outros descobrem-na bastante cedo, esses são os de maior sensibilidade. Geralmente há sempre alguém que nos leva a essa descoberta, essa é talvez a grande descoberta da nossa vida, a grande paixão, aquela a quem amamos verdadeiramente, aquela que haja lá o que houver, não a queremos perder, não a conseguimos eliminar do nosso caminho, do nosso pensamento do nosso ser.
Por isso digo ainda de bem que um dia o sol nasceu na minha janela, ou melhor numa das minhas janelas, esse foi o dia em que o sol nasceu dentro de mim, sem que eu o autorizasse, sem que ele me pedisse licença, nasceu e mais nada.
Foi então que percebi que havia um outro mundo, com muito mais cores do que julgava até então, percebi que afinal todos temos uma parte física, mundana, terrena e uma outra parte, bem importante que vive dentro de nós, mas que geralmente fica nas profundezas do nosso ser e que distraídos nem damos por ela, essa é a nossa ala da espiritualidade, aquela que os poetas chamam alma, a parte mais bonita de nós. È nesse cantinho que guardamos as pessoas bonitas, é aí que residem os afectos, é aí que sentimos aquele toquezinho especial que nos diz que amamos esta ou aquela pessoa, que amamos esta ou aquela de uma forma especial, digamos que é nessa sala onde o Sol entra sem pedir licença, que vivem os sonhos, a saudade, o amor, o carinho, a vontade de abraçar, a vontade de beijar, a vontade de fazer amor, que não tem nada que ver com fornicar, é aí que sentimos que nos deliciamos com um texto de prosa bonita, com um poema, com um livro, com um filme, com uma música, com uma foto, com uma pintura, é nessa sala que vivem as sensações e as emoções, este é o jardim do nosso corpo.
Na verdade não abrimos as portas do jardim a quem queremos, não somos nós que temos a chave, as portas abrem-se ou fecham-se por elas próprias, são elas que sentem que se devem abrir os que se devem fechar e por isso não mostramos a todas ou a qualquer pessoa o nosso jardim. Não se passeia lá quem quer ou queremos, passeia-se lá quem tem o dom de se entender com as portas e mesmo com as manhas da fechadura.
Levamos por vezes muitos anos a descobrir esta parte de nós, alguns possivelmente nunca a descobrem, são os mais frios, os mais tristes, aqueles que resumem tudo a números, outros descobrem-na bastante cedo, esses são os de maior sensibilidade. Geralmente há sempre alguém que nos leva a essa descoberta, essa é talvez a grande descoberta da nossa vida, a grande paixão, aquela a quem amamos verdadeiramente, aquela que haja lá o que houver, não a queremos perder, não a conseguimos eliminar do nosso caminho, do nosso pensamento do nosso ser.
Por isso digo ainda de bem que um dia o sol nasceu na minha janela, ou melhor numa das minhas janelas, esse foi o dia em que o sol nasceu dentro de mim, sem que eu o autorizasse, sem que ele me pedisse licença, nasceu e mais nada.
quarta-feira, novembro 10, 2004
Eco de um grito
Que se quebrem as ampulhetas
e todas as máquinas que medem o tempo.
Que a noite chegue rápido
envolva as palavras e os cansaços
em sons vindos das nuvens.
Que o meu grito corte
transversalmente o silêncio do breu
e se soltem sóis, estrelas, mares e sonhos.
Que as plantas floresçam e água jorre das fontes.
Que cantem os rios e as brisas
que se juntem ao arco Íris na dança das sete luas
que se desfaçam encruzilhadas
que se rasguem caminhos e cantem as papoilas
que o meu sorriso regue os malmequeres, as urzes os rosmaninhos
e o brilho dos teu olhos...
Hoje recebi uma mensagem bonita de uma amiga do peito, e tocou-me muito fundo, há dias em que estamos mais frágeis, mais sensiveis, pedi-lhe autorização para pegar na mensagem e tentar complmentá-la, deu este resultado eu gostei ela tb, aqui está um "Eco de um grito".
e todas as máquinas que medem o tempo.
Que a noite chegue rápido
envolva as palavras e os cansaços
em sons vindos das nuvens.
Que o meu grito corte
transversalmente o silêncio do breu
e se soltem sóis, estrelas, mares e sonhos.
Que as plantas floresçam e água jorre das fontes.
Que cantem os rios e as brisas
que se juntem ao arco Íris na dança das sete luas
que se desfaçam encruzilhadas
que se rasguem caminhos e cantem as papoilas
que o meu sorriso regue os malmequeres, as urzes os rosmaninhos
e o brilho dos teu olhos...
Hoje recebi uma mensagem bonita de uma amiga do peito, e tocou-me muito fundo, há dias em que estamos mais frágeis, mais sensiveis, pedi-lhe autorização para pegar na mensagem e tentar complmentá-la, deu este resultado eu gostei ela tb, aqui está um "Eco de um grito".
quarta-feira, novembro 03, 2004
Caminho com a Lua... de mãos dadas junto ao mar
Caminho com a Lua... de mãos dadas junto ao mar
as pegadas lado a lado ficam escritas na areia...
ao amanhecer, sento-a no colo e digo-lhe
quem ama nunca está só...
O maltês
Pois é isto tem andado mau de tempo, acaba um evento começa outro, quando não são 2 ou 3 em simultâneo.
as pegadas lado a lado ficam escritas na areia...
ao amanhecer, sento-a no colo e digo-lhe
quem ama nunca está só...
O maltês
Pois é isto tem andado mau de tempo, acaba um evento começa outro, quando não são 2 ou 3 em simultâneo.
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